Em um país onde os bonecos de pelúcia vivem como cidadãos de segunda, uma comunidade farta de ser deixada na prateleira decide organizar-se. Assim, nasce o FELP - Frente Espetacular pela Liberdade Peluda, que luta pelos direitos dos fantoches.
Beatriz é confrontada por Arlindo e pelo seu arrependimento humano, no exato momento em que descobre que o seu aluno preferido, Leandro, morreu numa rixa entre gangues rivais. Paulo consegue escapar das masmorras com Licas, mas um confronto final surpreende-o a ele e a todos.
O grupo tenta reorganizar-se enquanto o ambiente de perseguição se intensifica. O romance entre Rui e a boneca Tucha ganha contornos trágicos e melodramáticos, ao estilo de um Romeu & Julieta de esponja. Entre torturas, despedidas e segredos em senhas mal-escondidas, o drama humano e bonecal atinge outros patamares.
Chega o momento do julgamento. De um lado, os bonecos no banco dos réus. Do outro, uma sociedade dividida entre aplausos e cartazes xenófobos. Agora a luta é judicial e o veredito parece inevitável. A acusação tem várias provas que fazem com que a defesa seja difícil. Pior fica quando é Noronha que assume a defesa dos bonecos. Nem ele próprio sabe o que está a fazer, e os bonecos assumem que às vezes poupar sai caro.
Surpreendidos por todo o lado, os bonecos não conseguem melhor do que apelar à plateia do julgamento. Afinal de contas, os bonecos têm sentimentos. No entanto, a justiça é cega e sobretudo não tem tempo a perder em dia de Taça de Portugal, e o veredicto chega com estrondo. Todos ficam aterrorizados com o que o juiz diz. Todos, menos Noronha, que tinha uma sessão de solário marcada.